terça-feira, 1 de julho de 2008

MANIFESTO ATEMPORAL

Pintura de Jackson Pollock
.
.
Apare
Repare as raízes
do mal que fizemos.
O plantio da raiva
em nossas cabeças
sacudidas pelo estrondo
da ânsia ansiedade
da velhidade

tres
trans
passada
esmagada
pelo rolo-compressor
daquela guarda jovanguarda
que não que não que não guarda
mais recalque de jeito de modo nenhum.

A anciã banda militar
re(a)nuncia presencia
toca os metais instrumentos
em alto e bom volume
de acordo com o compasso.
Os passos da nossa passeata
reivindicando o direito do pleno gozo da vida.

Aonde vagueia a ex-juventude perdida?
O fluxo de um clã
clandestino
que penetra no cú azedo
no cu azedume
da bestial ignorância
conclamando a degeneração
da geração atrasada!
Eles perderam tempo demais!

Não compare
Não pare
Repare
O grande prenúncio
da era nova galera.
Há muito que se falar sobre o novo povo
os novos seres que brotam
que desabrocham
dos girassóis ensolarados da esperança.
Perseverança é a única melhor palavra.

Cessem o canhão da discórdia.
Parem
a “noise” do marchar vagaroso
da paranóia
Acreditem.
Escrevam cada um logo
as suas páginas na História.






FELIPE REY

1 comentários:

retalhos e Pedaços disse...

REY,

Você registrou muito bem o instante e o tempo do poema!Manifestando-se...
Parabéns moço!

Maria

 

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