segunda-feira, 25 de agosto de 2008

ACOLHEDORA COLHEITA

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Acolhedora colheita
Poemas e rosas coloridas
sortidos
soltos
nos ranchos
nas roças
nas rochas

Acolhedora colheita
Riacho raso seco
borbulha
o fervedouro
das cacimbas:
águas barrentas
fervilhando
ferventando
fermentando
nas caminhaduras agrestes

Restinga
Restos da caatinga
Canaviais
Carnavais rurais
imiscuindo ensaios das emboladas
de maracatus

Povos-de-margem
emaranhando-se no mar
do Maranhão
ou
nos cachos
das cachoeiras juazeiras
ARRIBANCEIRA

Um silvo de onça
-pintada na selva
Sucuri jibóia
bóia
no meio do rio
E a colheita
recolhe
os bens os frutos
do tempo temporão
até a vazante
do vazio.






FELIPE REY

2 comentários:

Lucas Jeison disse...

Muito bom o poema, e interessante a temática. Me transportou a distantes plantações...

Judy Cleide disse...

lembra-me muito as terra por onde andei...algo muito peculiar das entranhas de goiàs

 

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