terça-feira, 11 de setembro de 2012

como uma ave implume

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não sente amor nem mormaço
no peito entulhado de queixumes
queixo caído e semblante boquiaberto
ela toda aos choros e chorumes

pode ter ela perdido o costume
de cheirar a flor de chico laranjeira?
esta flor de raríssimo perfume
que inebriava sua manhã tão ligeira?

agora seu peito é só pesadume
em cada pé e mão um inchume
mas sua formosura ainda é evidente

ela liga o mp4 e aumenta o volume
e procurando esquecer seu amarume
incólume, traga sua solidão aguardente


Felipe Rey

4 comentários:

Maria Vitor disse...

Bravo Poeta!!
Parabéns!
Adoramos seu "jeito de poetar"!
Abraços e parabéns pelo blog, mb!!!

JJ disse...

Lindo. Sinto-me assim.

DULCELI MARTINS RIBEIRO BARROS disse...

EM SUAS RIMAS ENCONTRO MUITO DE MIM. PARABÉNS MEU POETA!!!

Cecilia SantAna disse...

É muito verdadeiro. Eu me sinto exatamente assim nesse momento. É como se eu tivesse consultado um oráculo. Você tem um talento muito lindo, é uma comunicação muito profunda.

 

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