segunda-feira, 29 de setembro de 2008

RI [T] MAS


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RI [T] MAS



Laranja da China
Franja da menina

Água e sal de Macau
Pau-brasil em Guiné-bissau

Kankodori do Japão
Uirapuru do Sertão

Caldos de cana caiana
Charutos de Cuba Havana

Mel da tua manga
Minha blusa sem manga

Alça do teu sutiã
Calça da minha irmã

Mar ou praia
Sai ou saia

Terça ou terço
Peça ou preço

Requeijão e queijo
Feijão e beijo

Queixa sem queixo
Deixa que eu deixo

Palha pro palhaço
Falha pra cagaço

Espinho de um pinho
Linha e linho do vizinho

Ascensão em queda
Queda em ascensão

Profissão de merda
Perda da razão.




FELIPE REY
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4 comentários:

Lúcia disse...

Poetinha-rey!

Vc escreve com uma guitarra nos dedos..
Dá vontade de descer a rua da ladeira ou trepar em árvore pra comer fruta madura..
Dá vontade de sair descalço..
De ser natural, mesmo sendo urbano..
Sacou?
É Isso!
Besos

Felipe Rey disse...

Este poema é bem bacana , morô ?!

gilson figueiredo disse...

um modo de poetar muito curioso...

Rodrigo disse...

Meu amigo Poeta Rey, você têm uma dinâmica na escrita, que suas palavras mais parecem motores sedentos para se locomoverem como supersônicos sozinhos por aí...

Teus versos são lindos e autônomos...

Abração,

Rodrigo de Olveira.

 

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