domingo, 3 de janeiro de 2010

EXPIAÇÃO



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eu quero que queime corte sua carne em miúdas fatias
e lance aos leões na cova-jaula habitat natural
que ferozes devorem com toda a raiva entre dentes
escorrendo laivos de sangue o que era seu corpo macio maciço
e assim só sobras de ossos que não servirão em qualquer ataúde
mas fica a lembrança que eu sentia daquela quentura
formas formosura tenras tensões de tesão e posse
um ao outro outro a ti enroscando enroscando e a obsessão ia embora
a paixão de outrora
me faz girar letras sobre o seu ser agora que eu já te expiei
eu me condeno
e não há expressões de pena
o aroma do romã que eu aspiro
não me deixa esquecer o teu olor ungüento




( Felipe Rey )





2 comentários:

ANTONIO DE TODOS OS CANTOS disse...

Primeiro um convite, depois o comentário.

Trecho do soneto
DESAFIOS

O poeta não crê em nenhuma verdade;
exceto a do poema: uma vela na claridade.

Marlos Degani


Veja na comunidade e/ou participe com seus poemas
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97399531

ANTONIO DE TODOS OS CANTOS disse...

Ola, Felipe

Para um texto justificar sua leitura, o autor tem que deixar muito claro o assunto e de preferência sentí-lo na veia. A forma pode variar, o estilo, mas ao menos aquilo tem que ter para garantir o interesse. (Opinião minha, via Schopenhauer rsr),,,

Você tem voracidade; é veemente; e tem, por enquanto, um estilo que segue a jorrar...poderia soar uma besteira...mas em vc soa verdadeiro.

Nesse texto a paixão é voraz de levar a destruição do objeto amado? Bom, consegui sentí-lo assim...

parabéns!

OBS: Estou promovendo uma comunidade onde posto meus poemas e amigos postam os deles e seus links...Por isso, dou preferência que vc junte-se a nós, ou , se preferir, caindo na minha pagina qq poema, devo postá-lo na sessão amigos com os devidos creditos...mas...enfim...vc msm poderia estar por lá. Gostaria!

Abraço!

 

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