quinta-feira, 19 de maio de 2011

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sou um orixá



      um pássaro


um santo que ainda não existe






parando engrenagens


mesmo na solidez de cada dia


sendo identidade


             entidade


homem-novidade






aquele que ainda não sabe ser triste.


















Felipe Rey






*esta pintura na verdade é uma capa de um disco do Parliament/Funkadelic criado por Pedro Bell, um artistas e ilustrador afro-americano que teve seu auge entre os anos 70 e 80.











7 comentários:

MARIANITA disse...

Meu belo poeta ... vc é sempre novidade ...
Surpreendente!!! AdoREY

Deza disse...

Esplêndido!

Refazer-se na essência é primordial e salutar. Isso prova o quanto somos capazes de mudar de opinião,de atitude num contínuo policiamento de nós mesmos. Parabéns e não deixe jamais de buscar a sua centelha divina.

Um verdadeiro camaleão humano que não se abate diante das batalhas travadas num mundo hostil!

Felipe Rey disse...

meus poemas vêm de uma hidrotensão:
pois precisamos de choques
não de cheques.

Larissa disse...

Amigo Poeta, vc fala/escreve com a alma, ou melhor, vc deixa sua alma falar!

Um abraço =D

Monique Rosa Brasil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pam Morrison disse...

Tudo o que você escreve só me lembra as minhas mordidas nas suas coxas grossas.
Pam.

Pam Morrison disse...

Porque ao contrário de muita piriguete-poética eu vou direto ao ponto:
o seu falo
e falo o que realmente as suas palavras sempre evocam:
SEXO!

piriguete poética= gente que morre de tesão e tenta traduzir isso com eufemismos literários e frases óbvias.

 

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